Analytics MJ

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O projeto possibilita que as queixas feitas às empresas sejam filtradas pelo gênero dos consumidores e pelo estado de atendimento das reclamações pelo fornecedor. Com apenas um clique no gráfico ou no texto é possível ativar o filtro, que mostrará os gráficos correspondentes à porcentagem total de reclamações.

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Contextualização

O 2º Concurso de Aplicativos para Dados Abertos, iniciativa do escritório do W3C Brasil e do Ministério da Justiça, explorou a base de dados do Sistema de Informações Gerenciais (SIGER), mantida pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal, para que desenvolvedores pudessem criar ferramentas que facilitassem a visualização de informações sobre acidentes de trânsito em rodovias federais. A proposta é que os aplicativos criados colaborem para a preservação da vida, a redução de acidentes, a promoção de um trânsito seguro e uma melhor visibilidade das ocorrências nas principais rodovias.

O concurso, lançado em agosto de 2013, teve como um dos projetos premiados o Analytics MJ, aplicativo que agrupa os dados disponibilizados por estado e mostra os horários do dia em que mais acontecem os acidentes, os tipos de veículos envolvidos, as partes da estrada onde ocorrem os acidentes, bem como sua gravidade. A competição contou com 82 equipes participantes, sendo que o Analytics MJ conquistou o segundo lugar no pódio, enquanto o DPRF.info alcançou a primeira colocação e o MapPRF a 3ª posição.

A base de dados do SIGER permitiu inúmeras interpretações. Foram mais de um milhão de registros coletados no período de 2007 a 2013, contendo características dos veículos envolvidos, causa identificada do acidente, quantidade de pessoas envolvidas e descrição do ocorrido.

A ação é fruto da parceria entre o Ministério da Justiça, (Secretaria Executiva e Departamento da Polícia Rodoviária Federal - PRF), a Controladoria-Geral da União, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), representado pelo escritório do W3C Brasil.

Essa iniciativa teve como objetivo incentivar a sociedade a interagir ativamente com o governo por meio de políticas de transparência que envolvem a abertura de dados públicos para a apropriação dos cidadãos.

Desenvolvido por Ricardo Cavalcanti, Rafael Oliveira, Gislene Pereira, Rafael Garcia, Johann Arispe e Paolo Carrasco, o Analytics MJ está todo documentado no blog da Thoughtworks, empresa onde toda a equipe trabalha.

Para Ricardo Cavalcanti, a experiência foi excelente. Tanto de fazer parte do projeto, quanto de participar do 2º Encontro Nacional de Dados Abertos, evento onde ocorreu a premiação. Ele ressalta que a informação que mais lhe surpreendeu foi o fato de Santa Catarina ser o estado onde mais acontecem acidentes. O desenvolvedor lembra ainda que após o concurso, ONGs que promovem campanhas de educação no trânsito como a Vias Seguras, entraram em contato para conhecer melhor o projeto Analytics MJ.

Desafios Envolvidos

Os principais desafios envolvidos foram na integração dos dados e na geração de informação. A partir da base de dados disponibilizada, diversos problemas relacionados aos dados foram enfrentados: integridade referencial, dados faltantes, dados errados, entre outros. Outro grande desafio foi renderizar o mapa utilizando SVG, já que a equipe decidiu utilizar mapas das unidades federativas para exibir a visualização dos trechos onde ocorreram mais acidentes.

No blog da Thoughtworks há mais detalhes sobre os obstáculos enfrentados: “O primeiro problema foi onde encontrar dados georeferenciados abertos, e, ao encontrá-los, como transformá-los de forma que pudesse ser renderizado no navegador. Nós descobrimos a biblioteca kartograph, que converte shapefiles em SVG. Com os shapefiles, foi possível agregar as estatísticas aos mapas dos estados”.

Ricardo Cavalcanti destaca ainda que se mais dados fossem disponibilizados, como a frota de veículos de cada estado ou de outras rodovias, as estatísticas se tornariam mais ricas. Quando questionado sobre o que há para ser explorado futuramente nesse projeto, ele lembra que em função da falta de tempo, de apenas um mês para a produção da ferramenta para participar a tempo da competição, sua equipe nem chegou a explorar a base de dados de multas. “Com ela poderíamos tentar encontrar correlações entre quantidades de multas e acidentes. Outra relação interessante seria sobre o estado de conservação da rodovia e o acidente”, finaliza o programador.

Liguagens e tecnologias utilizadas:

A tecnologia de banco de dados utilizada foi o MySQL e para os dados georefenciados foi utilizado o Qgis. Para exportar os dados para SVG foi utilizado o kartograph.py e a incorporação desses gráficos vetoriais foi feita com a biblioteca Raphael.js. Todos os demais dados foram exportados em formato JSON. Os gráficos foram desenhados utilizando a biblioteca Chroma.js e a API do Google Charts. Para a criação da aplicação responsiva foram utilizadas as tecnologias Require.js e Knockout.

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