MapPRF

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O projeto apresenta, por meio de uma interface limpa, informações sobre as rodovias federais segmentadas por município, permitindo a visualização do número de ocorrências por horário.

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Contextualização

O Mapeamento de Ocorrências da Polícia Rodoviária Federal (MapPRF) é um dos projetos premiados no 2° Concurso de Aplicativos para Dados Abertos do Ministério da Justiça e W3C Brasil. O concurso foi lançado em agosto de 2013, e teve como objetivo incentivar a criação de ferramentas de visualização e acesso a dados de interesse público que possam gerar estatísticas sobre os horários em que ocorrem mais fatalidades, localizar no mapa os trechos mais perigosos de cada rodovia ou traçar um perfil dos acidentes nas estradas.

Essa iniciativa aconteceu por meio da parceria realizada entre o Ministério da Justiça (Secretaria Executiva e Departamento da Polícia Rodoviária Federal - PRF), a Controladoria-Geral da União e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI) tendo como referência a base de dados do Sistema de Informações Gerenciais (SIGER), mantida pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal.

A base de dados do SIGER possui informações detalhadas sobre os acidentes registrados pela PRF em boletins de ocorrências de trânsito nas rodovias federais em todo o Brasil. São mais de um milhão de registros coletados no período de 2007 a 2013, contendo características dos veículos envolvidos, causa identificada do acidente, quantidade de pessoas envolvidas e descrição do ocorrido.

Tendo conquistado a 3ª colocação no concurso, o projeto MapPRF apresenta, por meio de uma interface limpa, informações sobre as rodovias federais segmentadas por município, permitindo a visualização do número de ocorrências por horário.

O coordenador da equipe, Joel da Silva, explica que apesar da base de dados disponibilizada ser muito rica e possibilitar a realização de inúmeras análises, por questões de limitação de tempo, o grupo do MapPRF optou por minimizar o escopo, trabalhando apenas com um subconjunto de dados dos registros de acidentes nas rodovias federais. Além disso, foram utilizados dados da malha viária obtida a partir do Ministério dos Transportes e também dados oriundos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o programador da equipe, Vinicius Bisognin Immich, ter participado do 2º Concurso de Aplicativos para Dados Abertos foi uma ótima experiência. “Particularmente me afetou de uma maneira muito positiva por todo o conhecimento que consegui adquirir tanto durante todo o processo de desenvolvimento do aplicativo quanto no próprio evento no qual fomos premiados.”

Adaptado para dispositivos móveis, o projeto MapPRF mostra, de forma simples, quais são os horários, dias da semana e meses do ano em que acontecem mais acidentes. Outra informação visível é a concentração das ocorrências nos trechos famosos pela grande quantidade de acidentes. Joel da Silva afirma que isso só foi possível após terem feito o georreferenciamento das ocorrências por meio de interpolação.

O desenvolvedor Vinicius Immich relata que a informação mais impactante para ele foi a quantidade de acidentes que ocorreram na rodovia mais próxima à sua cidade. “O projeto GeoLiberty, criado por dois outros integrantes do nosso time, realmente nos ajudou a conseguir visualizar esse dados de uma forma melhor em um formato de mapa.” Além da análise de dados, o MapPRF permite que os usuários com perfil de administrador possam realizar a manutenção e atualização dos dados.

Ao todo participaram do concurso 82 equipes, tendo o projeto DPRF.info conquistado o 1º lugar no pódio e o Analytics MJ a segunda posição.

Desafios Envolvidos

Os principais desafios enfrentados pela equipe do MapPRF incidem sobre o formato dos dados disponibilizados, que tornou difícil a sua manipulação ao integrá-los em uma base que fosse consistente. “Existiam muitas duplicidades nos dados e informações repetidas que não eram necessárias ou que por si mesmo estavam apenas erradas ou trocadas. Seria muito melhor se os dados disponibilizados tivessem informações geográficas mais precisas, por exemplo, se todas as ocorrências tivessem uma localização geográfica, a quantidade de análises poderia ter sido incrementada consideravelmente”, expõe Joel da Silva.

O coordenador da equipe esclarece ainda que o georreferenciamento foi de grande importância para a análise de dados e para a implementação de funcionalidades futuras. “Na fase de integração de dados elaboramos um procedimento que utiliza interpolação para gerar uma coordenada geográfica (Latitude, Longitude) para identificar o local aproximado de um acidente. Esse procedimento foi necessário porque pouquíssimos registros eram georreferenciados na base original”. Como exemplo, na imagem abaixo podem ser visualizados o local aproximado de acidentes com mortes.

Map Prf aplicativo

Nesse momento, no MapPRF estão disponíveis para análise os dados de acidentes registrados durante os anos de 2011, 2012 e primeiro semestre de 2013. Esses dados podem ser analisados por meio de mapas e gráficos interativos.

Por questões de minimização de escopo, dificuldades no tratamento dos dados inconsistentes e na integração entre as diferentes bases de dados, para algumas análises, o MapPRF disponibiliza consultas mais detalhadas somente para a BR386, no estado do Rio Grande do Sul. Entretanto, essas funcionalidades de análise podem ser aplicadas para as demais rodovias federais.

“Atualmente estamos trabalhando para aprimorar o layout da aplicação de forma a melhorar a interação do usuário com a interface. Após isso acredito que seria ótimo disponibilizar os dados das outras BRs do Brasil juntamente com uma melhoria no sistema de filtro de gráficos”, argumenta Joel da Silva.

Linguagens e tecnologias utilizadas:

No back-end foi usado o projeto GeoLiberty com o propósito de cruzar os dados da base com dados geográficos, sendo utilizado o framework Django e a linguagem Python juntamente com o banco de dados PostgreSQL. No front-end foram usadas as tecnologias web hoje já consagradas como HTML, CSS, JavaScript juntamente com jQuery, CanvasJS para os gráficos e a API do Google Maps para os mapas.

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